Celeste e Jesse Para Sempre



O Pra Sempre Sempre Acaba

Celeste e Jesse Para Sempre (EUA, 2012) compõe o filão de filmes emprenhados em fazer radiografia de um relacionamento amoroso. Neste contexto, o longa-metragem consegue fundir de maneira eficiente a comédia e o drama funcionando, desta feita, como a junção de um Separados Pelo Casamento (EUA, 2006) com um Namorados Para Sempre (EUA, 2011). Trocando em miúdos, o humor, quando não convive pacificamente, cede lugar a uma toada tristonha que representa o estado de espírito de personagens arrependidos com as decisões equivocadas tomadas, mas comprometidos o bastante com o presente para, enquanto é tempo, voltar atrás e tentar recuperar o que fora perdido.
Talvez por sua atriz principal Rashida Jones ser também uma das responsáveis pelo roteiro, a obra tende a voltar o olhar mais para a mulher, deixando por vezes num canto esquecido o homem e sua nova realidade de união com uma namorada recente que dele engravidara, sendo esta a seleção de uma ótica predominante que mesmo bastante clara não desequilibra o retrato a ponto de comprometê-lo. Uma vez exemplo de história recorrente no cinema atual, Celeste e Jesse Para Sempre dribla a mesmice ao apresentar desde seu início um casal já separado, ponto de partida que, acima do ineditismo, visa garantir a narrativa o comprometimento com a realidade tanto em suas ocasiões alegres quanto tristes, daí a correta ausência do hoje cada vez menos tradicional happy end, característica essa que tanto agrada o público adulto, por representar a verdade do que se vivencia num relacionamento, quanto educa plateias novas a aceitar aquilo que cinematograficamente foge do padrão firmado pela indústria.

Ficha Técnica

Título Original: Celeste & Jesse Forever
Direção: Lee Toland Krieger
Produção:Jennifer Todd, Suzanne Todd
Roteiro: Rashida Jones e Will McCormack.
Elenco: Rashida Jones, Andy Samberg, Ari Graynor, Eric Christian Olsen, Elijah Wood, Will McCormack, Chris Messina, Rebecca Dayan e Emma Roberts.
Duração: 92 min.

Comentários

  1. Não consigo não gostar de Andy Samberg. Não é um grande ator, mas também não é uma atrocidade.

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