EDITORIAL

Após muito pensar sobre a descrição do blog, topei com o seguinte texto de Leon Cakoff, in Os Filmes da Minha Vida, São Paulo: Imprensa Oficial, 2010: “qualquer imagem de qualquer época, mesmo que seja manipulada, pode ter seu valor enquanto documento. (...) Todas as imagens tem uma função. (...) A Elite pensante, em qualquer geração ou situação, corre um perigo muito grande. O de torcer o nariz para o que seja popular. (...) o ruim, na pior das hipóteses, nos ajuda a discernir o que é melhor”.

Assim, o cinema de qualquer período, lugar e/ou artista poderá aqui ser analisado, sem que a distinção entre filme de arte e diversão escapista interfira no processo, afinal, tanto o rigor quanto o formalismo em demasia podem impedir a descoberta de pequenos grandes prazeres muitas vezes encontrados nas pedras menos lapidadas. Ou, como diria um conhecido nosso, numa síntese descaradamente pop: “why so serious?”.




domingo, 7 de abril de 2013

A Busca



Escondam os Créditos!

                  
Tanto o trailer quanto a sequência inicial de A Busca (Brasil, 2012) prometem além do que o filme cumpre. Neste passo, é interessante como cada um dos dois possui uma vertente própria, afinal, enquanto o primeiro investe no suspense permeado por reviravoltas, a segunda escancara o viés do drama familiar sobre o qual, aliás, o longa-metragem se debruça bastante. É uma pena, porém, que a obra não explore a contento nenhum viés desses, de forma que ambos caminham lado a lado sem jamais darem as mãos.
Talvez a previsibilidade seja o grande óbice para um resultado mais satisfatório, tendo em vista que cedo o espectador intui o paradeiro do adolescente que fugira de casa, descoberta essa que torna inútil tanto a tentativa de envolver com o suspense quanto o detalhamento do drama enfrentado pela família protagonista - por certo, esse é o típico caso em que a participação especial de um ator deveria ter sido ocultada dos créditos iniciais.
 A Busca, desta feita, decepciona não por ser um trabalho ruim, mas sim por ficar aquém de seu potencial. Tal ineficiência, entretanto, em nada se confunde com a dedicação de Wagner Moura que, competente como de costume, agrega um valor adicional a produção.

Ficha Técnica

Direção: Luciano Moura
Roteiro: Elena Soarez, Luciano Moura
Produção: Bel Berlinck, Andrea Barata Ribeiro
Elenco: Wagner Moura, Mariana Lima, Lima Duarte, Brás Moreau Antunes
Música: Beto Villares                     Fotografia: Adrian Teijido
Estreia: 15.03.2013                        Duração: 96 min.

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