EDITORIAL

Após muito pensar sobre a descrição do blog, topei com o seguinte texto de Leon Cakoff, in Os Filmes da Minha Vida, São Paulo: Imprensa Oficial, 2010: “qualquer imagem de qualquer época, mesmo que seja manipulada, pode ter seu valor enquanto documento. (...) Todas as imagens tem uma função. (...) A Elite pensante, em qualquer geração ou situação, corre um perigo muito grande. O de torcer o nariz para o que seja popular. (...) o ruim, na pior das hipóteses, nos ajuda a discernir o que é melhor”.

Assim, o cinema de qualquer período, lugar e/ou artista poderá aqui ser analisado, sem que a distinção entre filme de arte e diversão escapista interfira no processo, afinal, tanto o rigor quanto o formalismo em demasia podem impedir a descoberta de pequenos grandes prazeres muitas vezes encontrados nas pedras menos lapidadas. Ou, como diria um conhecido nosso, numa síntese descaradamente pop: “why so serious?”.




domingo, 18 de abril de 2010

O Código Tarantino

Saborosa Metalinguagem

Para deleite de qualquer simpatizante da sétima arte, a metalinguagem volta e meia rende saborosos frutos a serem degustados. Desde clássicos como Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, EUA, 1950), até obras mais contemporâneas como Rebobine, Por Favor (Be Kind, Rewind, EUA, 2008), o cinema falando de si próprio se mostra como algo deveras interessante e, por que não (?), divertido.
O Código Tarantino se insere no contexto abordado ao apresentar uma simples conversa de mesa de bar, cujo assunto gira em torno dos trabalhos daquele cineasta. Ocorre que, por ir muito além da obviedade, o bate-papo, na verdade, nada tem de simplório, afinal, o que se desenrola na tela é a revelação de uma não imaginada ligação entre os filmes dirigidos e/ou roteirizados pelo diretor.
À moda de Quentin Tarantino, este curta-metragem brasileiro é deliciosamente verborrágico, valendo-se para tanto das descoladas interpretações de Seu Jorge e Selton Mello os quais, na pele de amigos imbuídos de certa alma nerd, desfilam suas teorias e opiniões sobre o cinema tarantiniano.
Pop, ágil, cômico e envolvente, assim é O Código Tarantino, mas, ora, os filmes dele também não o são?

COTAÇÃO: ****

Ficha Técnica
Direção: 300 ML
Elenco: Selton Mello e Seu Jorge
Duração: 14 minutos


Segue abaixo o link para visualização do filme.

http://www.youtube.com/watch?v=op4byt-DtsI

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